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Conteúdos surpreendentes

Textos em destaque

Por que a leitura traz benefícios?

Acabei de ler “Capitão de Castela” (650 páginas). Na verdade, reler. Já o havia lido há anos, num exemplar antigo. Sumiu, mas consegui comprar outro via internet, e fico grato a essa tecnologia por isso. O pano de fundo é a conquista do México pelos espanhóis em 1500, graças aos trabucos e canhões de Hernan Cortéz contra as flechas e lanças dos índios.
A história tem um herói, Pedro Garcia, que se envolve numa trama amorosa com a marquesinha Luísa de Carvajal e uma mulher comum, do povo, Catana Pérez, que vence a parada e se casa com ele. Mas antes têm que fugir da Espanha para salvar a pele da então chamada “Santa” Inquisição, entidade católica encarregada de manter as consciências das pessoas afinadas com os dogmas da igreja. Mas servia também para perseguir inimigos políticos – que é o caso da família Garcia –, conforme os interesses de bispos corruptos e seus aliados…

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Vontade olímpica de aprender

Toda criança, mal nasce, tem essa vontade. Ela a exercita através dos olhos:  estatelados para formas,  cores e movimentos. Dos ouvidos:  atentos a ruídos, sons,  palavras. Das narinas: que usa para sentir  odores e  fedores, e fazer a triagem do ar,  sem o qual morre rapidinho. Do paladar: de início viciado no leite materno, que ama de paixão a ponto de recusar  as porcarias que ainda lhe vão impor. E do tato: que por mãozinhas ávidas vai tocando em tudo. Assim, com as ferramentas que a Natureza lhe deu – sem cobrar  (exceto dos pais, claro!) –,  ela encara com disposição a aventura da vida.

E a vai experimentando, estudando, apreciando com toda a força de seus hormônios e músculos! Aprende a se virar, dar cambalhota, engatinhar e deslocar-se até um ponto distante na sala, para ela um mundo imenso. Até que, aprendendo a correr, descobre áreas mais vastas, e sem freqüentar aulas de geografia amplia seu horizonte…

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Ricos e pobres: quem lê e escreve mais

Não precisa muita pesquisa para ver que uns são podres de excesso de dinheiro e milhões mal têm para pagar as contas de água e luz, e um mercado básico. Segundo os que entendem do assunto, há causas para essa tal desigualdade social.

Cláudio Moura Castro, economista e especialista em educação, aponta três: a escrita, os livros e a complexidade tecnológica. Confira na revista Veja número 2625, de 13 de março último, num artigo chamado “Conspiração para a pobreza”.

A primeira – escrita –, inventada pelos egípcios e sumérios, aperfeiçoada pelos gregos há 3.000 anos, permitiu que o homem se diferenciasse bastante, suponhamos, de uma vaca. Esta vive o aqui-e-agora,  concreto total. Está com fome, busca capim; com sede, água. O mais é remoer sem pressa a vida. Já o ser humano bota no papel (antigamente era papiro, pergaminho, velino) alguns desenhos chamados letras e números e adquire enormes poderes.

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